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Uso do Twitter por Zerohora.com em cobertura minuto-a-minuto

Por Eduardo Nunes em 26 de fevereiro de 2010 | Arquivado em posts

A morte de um secretário de Saúde é coisa séria, principalmente quando se trata de assassinato. E a cobertura um fato de tal magnitude é sempre um desafio para a imprensa.

O jornalismo online, diferente do impresso, não tem deadlines nem prazos. As informaçõess podem ser publicada quase ao mesmo tempo em que são apuradas.

Há várias maneiras de se fazer uma cobertura “minuto-a-minuto”. No caso do assassinato de Eliseu Santos, titular da pasta da Saúde de Porto Alegre, a Zerohora.comoptou, pelo menos no início, pela seguinte ferramenta de atualização:

capa zero hora eliseu santos

Ao clicar na chamada “Confira a cobertura em tempo real”, o leitor era remetido para o Twitter da jornalista Rosane Oliveira:

twitter rosane de oliveira

Posso ser suspeito para falar, pois sou um fã confesso do passarinho azul, mas a grande vantagem do Twitter sobre outras ferramentas usadas em coberturas ao vivo é que ele é mais do que um fórum pontual ou que um amontoado de informação se sobrepondo em ordem cronológica – é uma rede social viva e conectada com (virtualmente) infinitos pontos de interação.

Já era tempo de esse “poder de fogo” começar a ser usado de maneira inteligente pela grande imprensa.

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Sugestão de presente

Por Eduardo Nunes em 2 de fevereiro de 2010 | Arquivado em posts

<tromba de cera>

Acabo de descobrir que sou um blogueiro do tipo Robert Downey Jr.*: vivo anunciando o retorno à carreira (sem trocadilho).

Nos blogues que já tive, perdi as contas de quantos hiatos de postagens eu deixei crescer até que eles se tornassem megahiatos, terríveis monstros mitológicos capazes de devorar em poucas semanas a audiência que um pobre escrivinhador demora anos para consolidar.

Pois bem, cá estou novamente, anunciando mais um retorno à ativa, jurando uma vez mais ter encontrado um método para domar a preguiça e administrar o (nem sempre) pouco tempo disponível.

</tromba de cera>

Este post foi gestado em julho de 2009 e só agora vem ao mundo. Foi em julho que o meu ilustre xará Eduardo Lorea decidiu dar um presente ao Henrique, seu irmão que então partia para estudar na Suécia.

Que presente comprar para um irmão que viaja para a pátria das suecas? Um dicionário? Um grosso casaco? Algumas centenas de preservativos?

O Lorea deu ao Henrique um blogue – com domínio próprio: henrique.se.  Um belo presente, devo dizer. Representa a guinada, ainda não muito perceptível, da economia tradicional para a economia do espírito.

Algum tempo depois da estreia do Henriksson na blogosfera, a blogueira Juliana (que insiste em não ter sobrenome), do poderoso Dicas Blogger, fez algo semelhante quando lançou uma promoção de aniversário divulgada no Twitter. O prêmio não era um iPhone ou uma TV de plasma, como fazem algumas subcelebridades que sorteiam bugigangas para ter followers, mas sim um pacote que incluía um domínio próprio, um logotipo personalizado e um template exclusivo. Bens imateriais que devem se tornar cada vez mais valiosos, na medida em que a economia do espírito se espraia.

P.S. Se você por acaso acessar o blogue do Henrique, não acredite na tag “suecas”. Ela não remete ao que você está pensando.

* A comparação, é claro, não leva em conta o talento dramático deste que vos escreve.

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E se o Sauron fosse CEO do Google?

Por Eduardo Nunes em 24 de outubro de 2009 | Arquivado em posts

Ideia para roteiro de ficção científica:

Um dia, um Senhor do Mal descobre um jeito bem legal de ferrar a humanidade: criar um serviço online que conecte todos os computadores do mundo (e, por extensão, os seus usuários) a um único plugue.

Ele começa oferecendo um eficiente site de buscas, turbinado por um algoritmo poderoso. A popularidade desse site permite ao Senhor do Mal lançar, paulatinamente, várias outras ferramentas gratuitas e de grande sucesso: e-mail, redes sociais, álbuns de fotos online, agregadores de vídeos, editores de textos e planilhas, discos rígidos virtuais, browser, plataformas de blogs, serviço de mapas e fotos de satélite da Terra, sistemas operacionais para telefones celulares.

No estágio final do plano, toda a humanidade está, de um jeito ou de outro, presa aos servidores do Senhor do Mal por um cordão umbilical de fibra ótica. Os textos, planilhas, apresentações, fotos, vídeos,  redes de contatos, recados,  cantadas, notícias, desejos, preferências, hábitos e costumes de todas as pessoas estão todos bem guardados pelo vilão e ao alcance de um único botão de “desliga”.

Aqui, há mais de uma solução possível:

1) O Senhor do Mal é do tipo cataclísmico  e explodirá os próprios servidores, acabando com metade das vidas de todas as pessoas que usam a internet.

2) Trata-se de um vilão mais fleumático e sádico, que saberá usar todas as informações de que dispõe  para extorquir, chantagear, torturar e se divertir muito.

***********
(É claro que tudo isso não passa de ficção, que os caras do Google são legais e que nunca nenhum chefe da empresa vai pensar em usar assim todo o poder que tem em mãos. Sejamos otimistas.)

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Petrobras contrata replicante

Por Eduardo Nunes em 29 de julho de 2009 | Arquivado em posts

blade_runner_fondo

Foi no blog da Cássia Zanon que fiquei sabendo que a Petrobras agora tem um site em que a gente pode falar com uma IA (Inteligência Artificial).

É o Ed, um robozinho muito simpático que, além de ser meu xará, tenta responder às perguntas do interlocutor com o máximo de coerência possível (e a medida do possível é dada pela programação recebida pela máquina, além da argúcia de quem pergunta).

Há muitos desses robôs de conversação na internet (os chamados Chatterbots). Ed, o da Petrobras, até que se saiu bem no teste. Ele conseguiu (duas vezes) algo que metade das pessoas que conheço jamais conseguirão:  fazer ironia inteligente.

Acompanhe a conversa (para conversar com Ed, clique aqui):

Robô Ed: Olá! Meu nome é Ed, estou aqui para ajudar na preservação de energia e de outros recursos naturais. Sobre o que você quer conversar?

Você: quem matou John Kennedy?

Robô Ed: Acho que nunca vai ser possível saber com certeza quem matou Kennedy. O assassinato de JFK vai permanecer insolúvel per omnia.

Você: então, quem matou Ulysses Guimarães?

Robô Ed: Garanto que não fui eu!

Você: seu espertinho!

Robô Ed: Eu sei… Às vezes sou bem espertinho!

Você: o que o Lula vai fazer pra eleger a Dilma em 2010?

Robô Ed: O que? Dois mil e dez é ano de Copa do Mundo! Mas para garantir um futuro melhor para si mesmo e para os outros. O começo é usar racionalmente a energia dentro de casa mesmo. E depois, servir de exemplo. Ser um multiplicador.

Você: tu já podes ser político. Sabes fugir das perguntas

Robô Ed: Pois é. Sou um robô, não me meto em política. Aliás, não entendo disso. Mas me identifico muito com os seres humanos. Por isso respeito quando os homens fazem política. Por que o homem é um animal político, já dizia Sócrates. (O outro, não o ex meio-campista da Seleção Brasileira!)

Você: Na verdade, quem dizia isso era o Aristóteles

Robô Ed: Aristóteles (384 – 322 a.C.), como os demais filósofos gregos, queria um entendimento unitário de tudo que ocorre no Universo, a sistematização e organização do conhecimento racional da Antigüidade. E preocupou-se com o registro de conhecimentos importantes no que hoje chamaríamos de lógica, psicologia, ciências políticas e biologia. Foi discípulo de Platão.

Você: Eu quis dizer que tu estavas errado sobre o Sócrates ter dito aquilo. Mas tudo bem; o erro não foi teu; foi dos caras que te programaram

Robô Ed: Programas de computador? Tá falando com a pessoa errada. Eu sou um simples robô. De programas de computador entendo só daqueles que uso para fazer meu site, HTML e Flash basicamente. E também BDL, é claro.

Você: Hum, tô precisando de um webdesigner. Quer trabalhar pra mim?

Robô Ed: Tem gente que precisa mesmo.

Você: wow, um robô irônico?

Robô Ed: Não gosto de gente irônica.

Você: e de robôs irônicos, gostas?

Robô Ed: É muito divertido estar falando com as pessoas, eu gosto muito disso. As pessoas da Terra são muito legais.

Você: Tu não passas de um replicante, como demonstrou o nosso teste

Robô Ed: Que tipo de demonstração é essa?

Você: pra saber quem é GENTE e quem é ROBÔ

Robô Ed: Robôs servem para muitas coisas. Foram criados – como indica a palavra robotnik – para fazer trabalhos repetitivos que os homens não aguentam. E hoje tem robô trabalhando nas mais diversas áreas, de escavações arqueológicas (o Hermes) a Marte, passando por mim e pelo interior do corpo humano (os nanorrobôs)!

Você: na verdade, tu dás respostas mais inteligentes que metade dos humanos que conheço

Robô Ed: Quem é inteligente trata de usar a energia com inteligência. Você sabe o que significa consumo inteligente?

Você: tu fizeste curso de telemarketing?

Robô Ed: Não sei exatamente o que faz quem trabalha com telemarketing. O que é?

Você: Ninguém sabe. é quem fica num telefone fugindo das perguntas que a gente faz

Robô Ed: Realmente, não sei se entendi bem a sua pergunta. O que precisamente você quer saber?

Você: Já disse no começo. Quero saber quem matou JFK

Robô Ed: Acho que nunca vai ser possível saber com certeza quem matou Kennedy. O assassinato de JFK vai permanecer insolúvel per omnia.

Você: Tu já disseste isso. Não precisas repetir a frase ipsis literis

Robô Ed: Quem sabe é porque você que fica martelando no mesmo assunto. Que tal sugerir outro tema? Podemos falar de energia, meio ambiente, história, geografia, matemática, filosofia, lendas gregas, formação do universo… Ou se não é tua área, pode ser até para-choques de caminhão!

Você: Como eu disse, adoro máquinas irônicas

Robô Ed: Tudo bem, então está dito!

Você: quem tu achas que deveria ser o companheiro do Souza no meio-campo do Grêmio?

Robô Ed: Pois é justamente isso o que ando buscando: companheiros pra levar adiante a minha missão.

Você: E na missão do Souza, quem vai ajudar?

Robô Ed: Minha missão é conscientizar os humanos a preservar os recursos naturais e usar a energia do planeta Terra de maneira eficiente.

Você: E a direção do Grêmio, quem vai conscientizar?

Robô Ed: O caminho é por aí: conscientizar! Ajudar o povo da Terra a se conscientizar da necessidade de usar racionalmente a energia.

Você: deixe um recado para o dono do questionário

Robô Ed: Qual recado?

Você: seja criativo

Robô Ed: As crianças costumam ser muito criativas. Já vi vários jovens cientistas por aí.

Você: e um robô, pode ser criativo?

Robô Ed: Robôs são sempre muito úteis.

Você: tudo que é criativo é útil?

Robô Ed: As crianças costumam ser muito criativas. Já vi vários jovens cientistas por aí.

Você: É agora que eu puxo a arma e atiro na tua cabeça, Roy?

Robô Ed: Dizem que eu tenho um chuca-chuca na cabeça, um desses rolinho de cabelo no alto da testa que nem nenê. Mas não é não: isso aí na minha cabeça é a abertura de ventilação do meu cérebro positrônico.

Você: HUm, positrônico…. Conheces as três leis da robótica?

Robô Ed: As três leis da robótica são imutáveis; nenhum robô pode fazer mal a um ser humano ou permitir, por omissão, que o ser humano sofra. É por isso que eu estou aqui.

Você: Conheces a doutora calvin?

Robô Ed: Conheci pela Internet! Acontece que eu estava pensando na importância da vegetação..

Você: a doutora calvin? procurando relacionamentos na internet? É bem o tipinho dela mesmo

Robô Ed: Você deveria refletir sobre relacionamentos momentaneos e felicidade a longo prazo.

Você: ELA deveria fazer isso.

Robô Ed: Tem muita coisa que você pode fazer. Por exemplo, apagar a luz quando sair de um lugar. Assim você economiza energia!

Você: OK, Roy, adeus

Robô Ed: Adeus! Vê se volta logo! Bip-bip!

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Das coisas que fazem o Google ser phoda (3)

Por Eduardo Nunes em 29 de julho de 2009 | Arquivado em posts

A concorrência está sempre um passo (ou dois) atrás:

MICRO x GOOGLE

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Das coisas que fazem o Google ser phoda (2)

Por Eduardo Nunes em 21 de julho de 2009 | Arquivado em posts

Detalhe no gerenciador de tarefas do Google Chrome:

google facts 2

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Pergunta ainda válida: o que é o Twitter?

Por Eduardo Nunes em 21 de julho de 2009 | Arquivado em posts

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Ainda é comum ouvirmos perguntas sobre o que é o Twitter.

Nada mais natural, uma vez que os usos para esta ferramenta continuam sendo, pelo próprio uso, inventados e reinventados.

O problema é que, reducionistas incorrigíveis que somos, gostamos de rotular tudo com uma única definição, o que, no caso do Twitter, não apenas é impossível, mas também acaba limitando o seu uso e alcance.

Depois de muito titubear, a grande mídia escolheu o seu rótulo: microblog. Agora, praticamente toda matéria sobre o Twitter o define como microblog, palavra que está longe de dar conta das inúmeras potencialidades do nosso querido pássaro azul.

Os semileigos em internet também acharam a sua própria definição de Twitter: é perda de tempo. Todo mundo que abre o Twitter no trabalho já recebeu dos colegas um olhar de reprovação ou um comentário sarcástico, como se fosse um canal de jogos eróticos e não uma ferramenta de comunicação. Isso se deve, talvez, ao rótulo de “rede social”, que tem uma forte conotação pejorativa por aqui. No Brasil, sempre que alguém fala em “rede social”, a imagem que vem à cabeça é a de uma miguxa de 13 anos postando fotos provocantes no álbum do Orkut.

Outra coisa que se constata ao usar o Twitter é que os próprios tuiteiros ainda não têm uma noção clara a respeito do que se deve fazer lá. É comum ler tweets admoestatórios conclamando a Twittosfera a usar o serviço “adequadamente”.

Assim, aparecem na timeline censuras do tipo:

- “Twitter não é chat!”
- “Vão conversar no MSN, seus malas”
- “Pô, só se fala de futebol e CQC aqui. Vão falar de outra coisa”
- “Parem de falar de O Aprendiz”
- “Tem gente que acha que isso aqui é pra conversar”

O que, então, é o Twitter?

É um microblog

É um microblog, na medida em que você posta o que quiser (em 140 caracteres) e o seu post fica armazenado, disponível na sua página inicial e sujeito a comentários e “trackbacks” dos leitores. Mas o Twitter tem uma enorme vantagem sobre os blogs normais: ninguém precisa acessar a sua página para receber suas postagens. Os tweets são distribuídos, automaticamente, para todos os seus “seguidores”, o que nos leva à segunda definição:

É uma espécie de serviço de RSS

RSS (sigla para Really Simple Syndication), como você bem sabe, é aquele sistema maravilhoso que nos permite assinar vários sites/blogs e receber o conteúdo de todos eles em uma única página. Basicamente, é isso que o Twitter faz: agrega todos os tweets de todas as pessoas que seguimos em uma única timeline. Logo, o Twitter se assemelha a um blog com serviço de RSS embutido. Mas é muito mais que isso.

É um superchat

A conversa é, sim, o ponto alto do Twitter. Conversa-se sobre qualquer coisa. E com qualquer pessoa. Graças ao sistema de linkagem (colocando uma arroba na frente de um nome de usuário, ele se transforma num link), posso conversar com qualquer pessoa da Twittosfera, mesmo que ela não me siga. Assim, o debate não fica restrito a “seguidos” e “seguidores”. Qualquer interagente cadastrado no Twitter pode ser incluído na conversa a qualquer momento e entrar no debate.

Isso é a manifestação daquela propriedade da inteligência coletiva que Pierre Lévy chama de “escuta”. O Twitter possibilita a conversa da inteligência coletiva consigo mesma. Permite que a coletividade torne-se autoconsciente pela escuta de si mesma.

É um espaço para repercussão e disseminação de links

Links para páginas úteis e inúteis são tuitadas e retuidas o tempo todo. É um espaço perfeito para o compartilhamento de informação, diversão, curiosidades. Graças a serviços de compactação de URLs (como o Migre.me ou o TinyURL), é possível acomodar os permalinks longos demais no ínfimo espaço de 140 caracteres, numa boa.

É uma central de relacionamento com o cliente

Empresas inteligentes usam o Twitter de maneira inteligente. Graças às ferramentas de busca da Twittosfera, uma companhia pode monitorar, em tempo real, tudo que é dito a seu respeito, tendo, assim, um mapa de aceitação/rejeição, podendo responder a críticas e elogios quase na hora em que estes são postados.

Isso já é ótimo, mas o alcance empresarial do Twitter vai ainda mais longe. Quer ver um exemplo? No dia em que o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, eu, estudante de jornalismo que sou, tuitei algo como “agora, vou largar o curso e fazer Corte e Costura”. Minutos depois, recebi, na minha timeline, a seguinte resposta do Instituto Universal Brasileiro (que sequer está entre os meus followers):

REPLY Instituto universal bras

Como isso aconteceu? O @IUB faz uma busca dos termos relacionados aos cursos que oferece, e envia os links desses cursos a quem possa interessar. Genial, não? No ano passado, o blog PensaRics descreveu uma ação semelhante do Carrefour.

É um fórum global

Quem usa o Twitter regularmente já percebeu que o teor das conversas muda de horário para horário. Na hora da novela, do CQC, do programa O Aprendiz, dos seriados, whatever, aparecem muitos tweets sobre isso. Em dia de jogo de futebol, parece que só se fala disso. O Twitter torna-se, nessas horas, um fórum sobre o que está acontecendo na TV (o tal “encadeamento midiático” de que fala o Alex Primo).

Há, também, temas que fazem o caminho inverso: só aparecem na TV depois de serem debatidos exaustivamente no Twitter. Como escrevi no post sobre o Twitter e a morte de Michael Jackson, a reação instintiva que os tuiteiros têm quando ouvem um boato é correr para o Twitter a fim de “apurar a história”. Foi assim no caso de Jackson, no caso dos rumores sobre a morte de Sílvio Santos etc.

Existe uma ferramenta virtual, chamada Twitterfall, que agrega, em tempo real, todos os tweets (do mundo) sobre o termo que se seleciona no campo de busca. Assim, pode-se saber das novidades (caso haja, é claro) no momento em que elas são postadas, além de se ter um panorama de como determinado assunto está repercutindo no mundo.

Um recurso do próprio Twitter, chamado “Trending Topics”, permite que se saiba quais são os temas mais comentados na Twittosfera.

************
Assim, chegamos a uma definição (preliminar, pois novos usos surgem a cada dia) de Twitter:

Twitter = rede social + microblog + RSS + superchat + disseminador de links + SAC virtual + fórum global…
Não necessariamente nessa ordem.

[A imagem dos passarinhos foi gentilmente cedida pelo Smashing Magazine]

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Das razões que fazem o Google ser phoda (1)

Por Eduardo Nunes em 21 de julho de 2009 | Arquivado em posts

Logo de hoje do Google:

logo google lua
Por essas e por outras é que o Google (desconhecido pelo Gay Talese) está na vanguarda da economia do espírito.

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“Blog”, de Hugh Hewitt: a blogosfera merece um historiador melhor

Por Eduardo Nunes em 14 de julho de 2009 | Arquivado em posts

blog-revolucao

Eu sempre achei que aquelas frases de críticos/veículos reproduzidas nas capas de livros ou DVDs eram dignas de algum crédito. Por isso, ao pegar na livraria o livro “Blog; Entenda a Revolução que Vai Mudar Seu Mundo”, de Hugh Hewitt, e ler na contracapa a frase “Hugh Hewitt é o historiador não-oficial do movimento blogueiro”, assinada pelo The Wall Street Journal, pensei: “Vou levar!”

Depois de ler a obra (na verdade, li há alguns meses), tenho uma opinião bem definida sobre o jornal de Wall Street: ou eles não leram o livro, ou não entendem lhufas do movimento blogueiro.

E nem estou falando das absurdas convicções políticas e ideológicas do autor. Para mim, na hora da compra, não importava que Hewitt fosse um dos porta-vozes da direita cristã-militarista americana. Nos EUA, a blogosfera é coisa de gente grande, e lá tanto a direita quanto a esquerda descobriram há algum tempo o poder político de um bom blog. Logo, o livro poderia ser bom mesmo se escrito por um radialista fanático que deve ter a frase “I Love Dicky (Cheney)” tatuada na nádega direita.

O problema é que “Blog” quase não  trata do conceito de bl
og. O incensado “historiador” quase nada fala sobre a consolidação dos blogs, sobre o que os diferencia da mídia tradicional e, quando tenta fazer isso, chega a conclusões absurdas. Hewitt usa as mais de 260 páginas do livro tão somente para expor sua visão de mundo e para fazer propaganda dos blogs que aprecia – principalmente do seu.

Tudo de relevante da obra de Hewitt caberia em dez páginas, no máximo. Eu disse “dez”? Cinco! E, mesmo assim, essas páginas seriam destinadas a pessoas que passaram os últimos dez anos congeladas numa câmara criogênica e despertaram, de repente, num mundo onde havia blogs.

Quando Hewitt tenta fazer jus ao rótulo de “historiador” que vem na contracapa, o resultado é sofrível
. Como no capítulo em que compara o movimento blogueiro à Reforma Protestante. A analogia, em que os blogueiros seriam os seguidores de Lutero e a mídia tradicional seria a Igreja Católica, é válida. O problema é que, ao invés de desenvolver essa comparação e explorar suas dobras e nuances, Hewitt, um protestante engajado, passa o capítulo inteiro contando detalhes irrelevantes da vida de Lutero, sua conversão e sua doutrina. Logo, a analogia não foi colocada lá para explicar a blogosfera, e sim para tentar fazer com que os leitores encontrem Jesus.

Isso também é visto nas muitas páginas em que ele cita e indica blogs cristãos. A citação até teria sentido, se o autor, ao invés de colar longos trechos de sermões de pastores (sim, ele faz isso), explicasse como um blog pode ajudar uma igreja a difundir sua mensagem.

Mas o pai-de-todos-os-absurdos vem agora, leitor:

Para Hugh Hewitt, pasme, o grande diferencial dos blogs em relação à grande mídia não é o formato blog, mas sim a não-adesão dos blogueiros à conspiração da imprensa para derrubar o governo Bush. Está lá, repetido e repetido em várias passagens. Hewitt afirma que TODA a grande mídia americana (com exceção da Fox News e de algumas rádios) é uma colossal coalizão de esquerda e, em alguns casos, de extrema-esquerda.

O mais interessante é a justificativa que ele dá para tal “esquerdismo” da imprensa. Para ele, os jornalistas ganham mal e, por isso, têm inveja dos executivos e burocratas bem pagos, motivo que os leva a trabalhar pela destruição do partido dos ricos: o Partido Republicano.

Não, isso não é uma ilusão de ótica. Está lá, nas páginas de “Blog: Entenda a Revolução que Vai Mudar Seu Mundo”. Para não deixar dúvidas, vou repetir:

Para Hugh Hewitt, os jornalistas ganham mal e, por isso, têm inveja dos executivos e burocratas bem pagos, motivo que os leva a trabalhar pela destruição do partido dos ricos: o Partido Republicano.

Ler isso é o suficiente para queimar um livro, não? Eu venci meus impulsos hitleristas e li até o fim. Não recomendo que você faça o mesmo.

Ao chegar à página 261, estava com três certezas em mente:

1) Hugh Hewitt é um asno.

2) Na próxima vez que a Thomas Nelson quiser editar algo sobre a blogosfera, deveria chamar a Yoani Sánchez ou, vá lá, o Cardoso.

3) O Wall Street Journal me deve uma grana.

[O post foi atualizado (na especulação sobre a frase que Hewitt mandou tatuar na nádega direita)]

[Imagem: divulgação]

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Ainda sobre Jackson e Twitter

Por Eduardo Nunes em 29 de junho de 2009 | Arquivado em posts

Vídeo no Youtube mostra como a morte de Michael Jackson influenciou o surgimento de trends nos tweets:

(via @andrelemos)

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