Arquivos para Maio, 2011

[Troca de e-mails entre o editor deste blogue e o seu amigo André Ribeiro, professor de Filosofia na UCS]

de André Ribeiro
para Eduardo Nunes
data 16 de maio de 2011 09:43
assunto lomba abaixo…
assinado por yahoo.com.br

Pronto! Agora tentar ensinar alguém a falar corretamente é, oficialmente, manifestação de “preconceito linguístico”!!!!!!!!!!!!!!!
Não existe erro!!!!!!!!!!!!!
O papinho-palha pós-modernoso vai nos fazer voltar para a pré-história! Logo estaremos buscando o almoço usando tacapes!!
Porque não se fecham as escolas de uma vez????

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/mec+defende+uso+de+livro+didatico+com+linguagem+popular/n1596949085987.html

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de Eduardo Nunes
para André Ribeiro
data 16 de maio de 2011 09:54
assunto Re: lomba abaixo…
enviado por eduardonunes.org

é o que eu digo.

e sou chamado de (ai ai ai) conservador

por isso que eu gosto da Hannah Arendt. Ela diz que a escola TEM QUE SER conservadora, pois é à escola que cabe preservar a civilização que construímos

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de André Ribeiro
para Eduardo Nunes
data 16 de maio de 2011 11:28
assunto Res: lomba abaixo…
assinado por yahoo.com.br

Não existe aprendizagem sem esforço. É superando obstáculos que as pessoas deixam de ser crianças e se tornam adultas. Esse “ensino” vai produzir algumas gerações de brasileiros ignorantes, burros e infantilizados.
Fico imaginando a auto-estima desses jovens, sendo passados para frente sem saber nada, e sabendo disso…
Esses pedabobos e suas boas intenções deviam é ser processados por crime contra a humanidade. Uma pessoa sem vocabulário para se expressar corretamente também não consegue pensar corretamente. A linguagem nos faz humanos; uma linguagem truncada significa seres humanos truncados.
Tô pensando em mudar de país.

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Sem mais.


Eis o produto acabado da nossa educação humanista, progressista e libertadora

Vivendo no país do medo

Escrito por Eduardo Nunes 0 Comentário

Há pouco, na Avenida Protásio Alves, em uma faixa de pedestres sem sinaleira, uma senhora e um cadeirante, um de cada lado da via, tentavam atravessar.

A mulher fez, com o braço, aquele sinal propagandeado pela prefeitura de Porto Alegre, implorando aos motoristas que parassem e lhe dessem passagem segura.

Os veículos pararam, a senhora começou a atravessar, o deficiente também, mas um pouco mais tarde.

Enquanto eles cruzavam a avenida, um Chevette veio costurando por entre os veículos parados e quase atropelou o cadeirante, freando sobre a faixa.

O homem continuou a travessia que quase lhe custou a vida, enquanto o motorista do Chevette praguejava. Havia uma faixa de pedestres pintada sob o seu carro parado.

Dá medo viver num país assim.