Sobre a exaltação dos “Paizões”

11 de agosto de 2017 #paizices, ,

Eu sou um pai presente. Muito. Preparo as refeições do meu filho, participo de todos os banhos (só perdi uns dois, e por razões profissionais, desde que ele veio pra casa, há nove meses), troco fraldas, visto, distraio, faço dormir, brinco, passeio, ajudo a escolher roupinhas na loja, passo meus dias em função dele.

MAAAAAS…. estou bem ciente de que [1] não faço nada além da minha OBRIGAÇÃO e, [2] mesmo dispendendo uma substancial parcela de tempo do meu dia para cuidar dele, meu fardo é muito, mas muito mais leve que o da Mamãe.

Sei que vivemos num país em que tantas pessoas sequer sabem quem são seus pais e outras tantas, mesmo conhecendo o sujeito e/ou morando na mesma casa, não sabem o que é ter um pai envolvido e dedicado. Mas é muito machismo a gente transformar em case e tratar como um ato de heroísmo quando um pai decide simplesmente agir como pai – sendo que não damos nem 0,5% desse Ibope quando uma mãe faz o mesmo ou (quase sempre) mais.

Temos de elogiar e mostrar exemplos de pais que vestem a camisa, até para estimular mais e mais homens a assumirem seu papel. Mas tenhamos sempre presentes os pontos [1] e [2] ali do segundo parágrafo.