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A (re)descoberta do sabor

25 de julho de 2017 , ,

A (RE)DESCOBERTA DO SABOR

Assim que a Doutora Alesandra anunciou que o Pedrinho poderia começar a comer, fiquei todo animado. Lá em casa, desde antes mesmo de eu e a Mamãe nos casarmos, a cozinha é a minha parte da divisão de tarefas, pois eu adoro cozinhar. E já estava ansioso pela oportunidade de preparar o papá do meu bebê.

Para nossa alegria (que esperamos que dure, hein, filhão?), o Pedro revelou-se um entusiasmado gourmandzinho desde a primeira colherada de banana esmagada (o primeiro alimento recomendado pela pediatra).

Um agradável e inesperado efeito colateral dessa minha experiência de chef de papinhas é que estou redescobrindo o sabor dos alimentos.

Venho de um contexto familiar em que se exagera nos condimentos, e vivo eu mesmo carregando a comida no sal e nos temperos, mais do que deveria. Já as comidinhas do Pedro são preparadas completamente sem sal; quando muito uso um pouco de cebola e ervas pra dar um gostinho.

E, depois de pronta a comida dele, quando provo, sempre me surpreendo com o gosto das coisas. As fibras de músculo desfiado, que cozinho na pressão com nada além de água e cebola, são deliciosas! Não é à toa que o Pedrinho gosta tanto. O mesmo posso dizer do sabor delicado e estimulante da moranga (abóbora), das batatas, do inhame, da cenoura, da beterraba, de praticamente tudo que preparo pra ele. Que sal, que nada, viva o poder dos bons ingredientes!

Ser pai é redescobrir o gosto da vida.

Sobre a Friboi e uma noite em Cabeceira de Tocas

2 de junho de 2017 ,

Ter vivido por seis anos no Seminário me permitiu experimentar algumas coisas que, provavelmente, não teria conseguido de outro modo. Duas delas foram:

– conhecer grotões escondidos nas entranhas do Rio Grande.
– me hospedar nas casas de inúmeras pessoas desconhecidas.

Dos cafundós (sem qualquer intenção de ser pejorativo) em que já me meti, acho que o que tinha mais cara – e nome – de cafundó era (mais…)

A fortuna que perdi e pretendo reaver

4 de fevereiro de 2017 ,

Depois de passar décadas dizendo dizendo que não gostava de abacate sem nunca ter sequer provado o fruto, provei, gostei e tô numas de comer com alguma frequência, seja puro (de colher) ou do meu jeito preferido: como base para um delicioso guacamole.

Dia desses, comprei um único abacate no súper aqui de perto de casa, para o guacamole da janta, e reparei no preço da etiqueta: R$ 2,00 exatos. “Só dois pila por um abacate! Que barato pra algo que serve de base pro jantar de duas pessoas”, pensei.

Aí lembrei do abacateiro que tínhamos em casa, lá em (mais…)