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Posts com a tag "economia do espírito"

Santa Busca… mas será suficiente?

Por Eduardo Nunes em 10 de abril de 2010 | Arquivado em posts

CIFRACLUB

Sem ferramentas de busca e indexação, a Web é só ruído – já disse o Chris Anderson em A Cauda Longa.

Hoje, ao acessar o Cifraclub, pude constatar uma vez mais a verdade da afirmação e o valor daquele botãozinho que diz “busca”. Há muito tempo eu não visitava o site, que é uma versão 2.0 e aburdamente ampliada daquelas revistinhas de cifras que a gente usava pra tocar violão até os anos 90. É colaborativo e contém cifras em quantidade e qualidade diretamente proporcionais ao grau de participação dos usuários.

Antigamente, eu costumava clicar na letra inicial do artista que estava procurando e, então, acessar a sua página – tudo muito rápido. Hoje, ao entrar na lista dos artistas que começam com a inicial T, dei-me conta de que  lá havia 2.682 bandas/cantores. Eu antes falei em ruído? Durma-se com um barulho desses!

Se você não tem tempo sobrando para ficar procurando a cifra da música que pretende tocar, a (eficiente) ferramenta de busca é sua única opção. Santa Busca!

Apesar de tirar o prazer da navegação, é uma solução quando o site se torna “recheado” demais.

Maaaaas, já que mencionei A Cauda Longa, aproveito para falar de um problema que constatei no Cifraclub: como fazer para encontrar artistas que eu não estou procurando?

Aparentemente, o site não tem uma ferramenta de indicação de artistas relacionados, no modelo consagrado pela Last.fm – só as listas brutas, um top 500 sem qualquer categorização e que se baseia apenas na quantidade de acessos.

Isso afoga os artistas desconhecidos no oceano de ruído, perpetuando a ditadura dos artistas já famosos.

Tsc tsc.

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Sugestão de presente

Por Eduardo Nunes em 2 de fevereiro de 2010 | Arquivado em posts

<tromba de cera>

Acabo de descobrir que sou um blogueiro do tipo Robert Downey Jr.*: vivo anunciando o retorno à carreira (sem trocadilho).

Nos blogues que já tive, perdi as contas de quantos hiatos de postagens eu deixei crescer até que eles se tornassem megahiatos, terríveis monstros mitológicos capazes de devorar em poucas semanas a audiência que um pobre escrivinhador demora anos para consolidar.

Pois bem, cá estou novamente, anunciando mais um retorno à ativa, jurando uma vez mais ter encontrado um método para domar a preguiça e administrar o (nem sempre) pouco tempo disponível.

</tromba de cera>

Este post foi gestado em julho de 2009 e só agora vem ao mundo. Foi em julho que o meu ilustre xará Eduardo Lorea decidiu dar um presente ao Henrique, seu irmão que então partia para estudar na Suécia.

Que presente comprar para um irmão que viaja para a pátria das suecas? Um dicionário? Um grosso casaco? Algumas centenas de preservativos?

O Lorea deu ao Henrique um blogue – com domínio próprio: henrique.se.  Um belo presente, devo dizer. Representa a guinada, ainda não muito perceptível, da economia tradicional para a economia do espírito.

Algum tempo depois da estreia do Henriksson na blogosfera, a blogueira Juliana (que insiste em não ter sobrenome), do poderoso Dicas Blogger, fez algo semelhante quando lançou uma promoção de aniversário divulgada no Twitter. O prêmio não era um iPhone ou uma TV de plasma, como fazem algumas subcelebridades que sorteiam bugigangas para ter followers, mas sim um pacote que incluía um domínio próprio, um logotipo personalizado e um template exclusivo. Bens imateriais que devem se tornar cada vez mais valiosos, na medida em que a economia do espírito se espraia.

P.S. Se você por acaso acessar o blogue do Henrique, não acredite na tag “suecas”. Ela não remete ao que você está pensando.

* A comparação, é claro, não leva em conta o talento dramático deste que vos escreve.

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Das razões que fazem o Google ser phoda (1)

Por Eduardo Nunes em 21 de julho de 2009 | Arquivado em posts

Logo de hoje do Google:

logo google lua
Por essas e por outras é que o Google (desconhecido pelo Gay Talese) está na vanguarda da economia do espírito.

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