Concluí, em 2010/1, o curso de Jornalismo.

Meu trabalho de conclusão, orientado pela prof. Virgínia Fonseca e aprovado pelas generosas Marcia Benetti e Barbara Nickel, que compunham a banca de avaliação, discute o uso jornalístico do Twitter no contexto da inteligência coletiva.

No decorrer da pesquisa, precisei matar alguns leões e responder algumas perguntinhas básicas, não necessariamente nessa ordem:

- Como fazer jornalismo na Web?

- Complicando um pouco a situação, como fazer na Web um jornalismo que promova a inteligência coletiva?

- Aliás, o que é inteligência coletiva e por que ela precisaria ser promovida?

- Por que diabos o Twitter pode ser usado como exemplo de ferramenta jornalística adequada a esse contexto?

- Como convencer a Barbara Nickel de que o hipercórtex é uma bela metáfora para descrever a fase atual da cibercultura?

Muitas perguntas, como você vê. Este post expõe algumas das conclusões a que chegamos ao longo da pesquisa – e algumas das novas perguntas que surgiram no decorrer do percurso…

O Contexto

neurônios são legais

Cibercultura. Aquela configuração social que se estabelece a partir da popularização do acesso às redes de computadores e que é fortemente marcada pela interconexão. Redes conectadas, computadores conectados, pessoas conectadas.

Tudo é instantâneo, tudo é agora, tudo é aqui. A ideia não é nova. Já na década de 60, McLuhan preconizava a aldeia global, ideia então possibilitada pelos meios de comunicação via-satélite e via cabo.

A invenção e a popularização do microcomputador e o posterior advento da internet hiperbolizaram a coisa toda. Hoje, a interconexão propiciada pelas redes de computador torna muito mais próximos os limites desta aldeia e nos permite dizer em voz alta que formamos uma única comunidade humana, cidade planetária.

A pesquisa em cibercultura já atingiu a maioridade. Em cerca de 20 anos de estudo, surgiram diversas linhas de pensamento e concepções teóricas. Hoje, se você balança uma árvore, caem cinco “pesquisadores da cibercultura”.

As teorias da cibercultura podem ser divididas, a grosso modo, em duas vertentes principais (e rivais), que o bom Chico Rüdiger define como a dos tecnófilos e a dos tecnófobos. O leitor familiarizado com o idioma de Platão já percebeu que os pensadores de uma das correntes celebram as inovações técnicas e seus efeitos, enquanto os adeptos da outra morrem de medo dos monstros tecnológicos que vivem no armário e embaixo da cama.

Utilizo como arcabouço teórico (seja isso o que for) as teorias de um tecnófilo da gema, o francês Pierre Lévy, autor de livros como A Inteligência Coletiva: Por uma Antropologia do Ciberespaço e Cibercultura.

Lévy desenvolve, nestas e em outras obras, a teoria da inteligência coletiva, descrita pela metáfora do hipercórtex, segundo a qual a humanidade, ao se conectar a si mesma e realizar trocas simbólicas em diversos níveis, converte-se num gigantesco organismo inteligente. A inteligência desse mega cérebro ou hipercórtex aumenta na medida em que aumentam os fluxos comunicacionais entre os neurônios do sistema (ah, e nós somos os neurônios).

Neste contexto, há práticas sociais que aumentam a inteligência do sistema e são essas práticas que devem ser incentivadas e disseminadas.

A teoria de Lévy é, geralmente, achincalhada pelos tecnófobos, que consideram o francês um bobo alegre e otimista. Às vezes, ele parece mesmo, como nos momentos em que divaga sobre a emergência do amor e da espiritualidade como fatores de integração da comunidade humana a partir das redes de computador.

Mas, se pensarmos um pouco melhor, veremos que a sua inteligência coletiva não é tão simplória e ingênua quanto pregam os revoltados. Os neurônios do hipercórtex não estão conectados por boa vontade ou altruísmo; estão conectados porque é da nossa natureza buscar a conexão.

Essa conexão nem sempre é motivada por causas nobres, mas mesmo as iniciativas egoístas podem ter resultados positivos para a coletividade. Se nos conectamos para melhorar a coletividade ou para tentar atender apenas aos nossos interesses particulares, ambas as posturas resultam em conhecimento produzido e partilhado, já que as experiências comunicacionais são sempre socializadas.

Não há maniqueísmo na ciranda de impulsos elétricos do hipercórtex. A inteligência coletiva aumenta na medida em que aumentam as formas de interconexão e o conteúdo partilhado (ou vendido, pois ninguém é de ferro) nos diversos ambientes de interação.

Veja só: depois de concluir a monografia, encontrei argumentos a favor da hipótese de Lévy em um livro de estratégias de negócio para Web 2.0… Ou seja, o próprio Lado Negro da Força reconhece que práticas motivadas por interesses individuais enriquecem o hipercórtex formado pelo coletivo. Falando sobre como o Flickr se tornou um negócio rentável, a autora, Amy Shuen, afirma que

Toda vez que alguém rotula uma foto com palavras-chave ou metadados – ex., Turquia, bolhas, fofo – o conjunto de conhecimentos do Flickr aumenta.  (…) Tornar todo conhecimento e imagens explicitamente públicos ajuda a comunidade a aprender a fotografar, selecionar imagens, construir, projetar ou codificar com mais eficiência, dessa forma, criando um resultado melhor. Toda vez que os usuários colaboram não apenas o conhecimento novo é produzido, mas a produtividade individual aumenta sempre que alguém se une à comunidade e acrescenta seu conhecimento e suas habilidades. (pp. 5-7)

Esta bela e clara descrição do funcionamento do hipercórtex, que Lévy não formularia melhor (OK, ele formularia melhor, com belas metáforas e prosa poética), não foi escrita por um hippy, nem por um cyberpunk, nem por um libertário e nem por um sonhador, mas por uma autora de livros de negócios, para um público formado por pessoas pragmáticas que querem usar a internet para ganhar dinheiro.

Neste contexto de inteligência coletiva, em que trocas simbólicas constantes enriquecem a inteligência do coletivo, um sem-número de práticas e funcões sociais ganha novo estatuto – entre elas o jornalismo, cerne da pesquisa que resultou na monografia.

Webjornalismo

é preciso vigiar o portão...

O jornalismo que se pratica na internet não é uma forma totalmente nova de jornalismo. Não entraremos a fundo nesta discussão, pelo menos não neste post. Cabe apenas, aqui, frisar que há algumas características fundamentais do jornalismo que são compartilhadas pelo webjornalismo (e por todas as outras formas possíveis):

- a distinção entre a notícia e os seus comentários

- a distinção entre produtores de notícias e consumidores de notícias (embora esta barreira seja muito, muito tênue na fase atual do webjornalismo)

- o compromisso com a verdade dos fatos (e as rotinas produtivas necessárias a todo perseguidor da verdade que se preze: apuração, revisão, uso de fontes confiáveis)

OK, você pergunta, se o jornalismo é sempre jornalismo, desde que respeite esses cânones, o que diferencia o jornalismo tradicional do jornalismo de internet?

As características que fazem do webjornalismo uma variante do jornalismo tradicional são, basicamente, as seguintes:

Hipertexto

O texto impresso é bidimensional. Não consegue romper as barreiras impostas pela superfície em que foi aprisionado. Está preso aos ditames inexoráveis da Física.

O texto eletrônico é multidimensional. Permite o uso de portas para outros mundos, de túneis para outras dimensões. Essas portas são os hiperlinks, hoje abreviados para “links”. Recurso metalinguístico: para saber o que é um link, clique aqui. :P

Com o hipertexto, o texto pode ter várias entradas diferentes (o que já era possível, mas de forma limitada, nas páginas do jornal), pode remeter a outros textos e a outras mídias, como fotos, vídeo, áudio, gráficos. Permite ao leitor navegar por onde quiser, com alcance muito maior do que o possibilitado pelo texto impresso.

Interatividade e “participação”

Interatividade é uma das palavras da moda… mas, o que significa, para o jornalista? Significa que o público, que antes era uma entidade disforme, distante, quase imaginária, agora está logo ali.

No webjornalismo, a relação entre produtores e consumidores de notícias é muito próxima (e às vezes a diferenciação entre uns e outros inexiste).

A possibilidade de os leitores postarem comentários nas notícias, de etiquetarem catalogarem os conteúdos  com tags (explicação aqui)  da sua preferência, de publicarem seus próprios textos (seja nos seus próprios blogues e páginas de redes sociais, seja em espaços concedidos em sites jornalísticos tradicionais)  faz com que o feedback recebido pelos jornalistas seja instantâneo, direto, à queima roupa. E faz com que os antes consumidores de conteúdo se tornem também produtores.

Isso coloca em xeque a própria existência da profissão de jornalista. Ora, pensa o cidadão, se agora qualquer mané, incluindo eu mesmo, pode ter o seu próprio blogue e postar notícias, porque eu deveria ler os conteúdos produzidos por jornalistas e por empresas de jornalismo?

Em nosso socorro, vem a pesquisadora Christa Berger. Ao analisar a teoria dos campos sociais do sociólogo francês Pierre Bourdieu e aplicá-la no âmbito do jornalismo impresso, ela oferece uma possível resposta, válida também para o webjornalismo:

A nossa hipótese é que o Campo do Jornalismo detém, privilegiadamente, o Capital Simbólico, pois é da natureza do Jornalismo fazer crer. O Capital do Campo do Jornalismo é, justamente, a credibilidade. É ela quem está constantemente em disputa entre os jornais e entre estes e os demais campos sociais. E está constantemente sendo testada, através de pesquisas, junto aos leitores. A credibilidade é construída no interior do jornal assim como um rótulo ou uma marca que deve se afirmar, sem, no entanto, nomear-se como tal. Credibilidade tem a ver com persuasão pois, no diálogo com o leitor, valem os “efeitos de verdade”, que são cuidadosamente construídos para servirem de comprovação, através de argumentos de autoridade, testemunhas e provas. (BERGER, Christa. Campos em confronto: a terra e o texto. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998 – p.21)

Os portões da informação estão aí, com um cadeado de fácil abertura. Antes, o jornalista era o “gatekeeper”, o porteiro, o único com a chave para abrir os portões e deixar passar as torrentes de informação.

Com a internet, o cadeado pode ser aberto por mais pessoas. Mas o jornalista passa a ser o “gatewatcher”, o vigia do portão, aquele que, investido da credibilidade que é o capital do seu campo social, tem legitimidade para nos mostrar quais são, dentre as torrentes de informação características do nosso tempo, os conteúdos mais relevantes e que atendem aos critérios de veracidade e exatidão.

(Eu juro que a minha solução para esse problema é um pouco menos simplória do que aqui aparenta ser, mas para ter acesso a toda essa sabedoria você precisa ler o meu trabalho de conclusão)

O Twitter como ferramenta jornalística

twitter

Nesse contexto cibercultural marcado pela inteligência coletiva, que ferramentas podem ser usadas para fazer um webjornalismo que promova o aumento e a otimização das trocas simbólicas entre os neurônios do hipercórtex?

Minha pesquisa investiga o uso do Twitter para esses fins. Porque a ferramenta, híbrido de microblog, rede social e mesa de boteco, tem várias funcionalidades que permitem o seu uso jornalístico inteligente.

Já tratei dessas funcionalidades em outros posts (para lê-los, clique aqui). Portanto, passemos à análise dos perfis usados no trabalho.

Acompanhei, por uma semana, os tweets dos perfis de três veículos jornalísticos de peso: Estadão, Terra e Zero Hora.

Precisei, por se tratar de uma pesquisa num campo recente (e, ainda por cima, sob uma perspectiva, para todos os efeitos, inédita), criar os meus próprios critérios de análise dos tweets.

Decidi levar em conta, principalmente, a interação dos perfis jornalísticos estudados com o seu público na timeline (o que é, em suma, o cerne de qualquer atividade twíttica que se preze).

Para isso, dividi as postagens nas seguintes categorias:

  • Tweets conversacionais diretos: aqueles que estabelecem uma conversação e são direcionados a um interagente específico ou grupo de interagentes, mediante o uso de uma ou mais arrobas.
  • Tweets conversacionais indiretos: os que, apesar de conversacionais, não se dirigem a um interlocutor em particular, mas ao conjunto de usuários. Podem aparecer na forma de perguntas aos seguidores ou do uso de imperativos do tipo “Leia”, “Saiba mais”, “Confira”, etc.
  • Tweets não-conversacionais: aqueles que não estabelecem uma conversação, mas visam apenas a noticiar um fato, divulgar links ou transmitir uma informação em sentido unilateral, como uma manchete de jornal impresso. Sua linguagem é impessoal e dá a impressão de que o tuiteiro que a postou está falando sozinho.

Além da participação em conversações, analisei também a rede de usuários seguidos pelos veículos e o uso de outras funcionalidades do Twitter: a repercussão de tweets de outros usuários via retweets (seja de outras contas pertencentes à mesma empresa jornalística, seja de usuários comuns), a utilização de hashtags para se inserir na dinâmica de social bookmarking da timeline e o uso de listas para categorização de perfis seguidos.

Com isso, verifiquei se os administradores desses perfis jornalísticos sabem ou não usar o Twitter como ferramenta jornalística que promova a inteligência coletiva. Para ter acesso aos resultados, dê uma olhadinha rápida no último capítulo do trabalho (um teaser: o Estadão ganhou o jogo de goleada):
O uso jornalístico do Twitter no contexto da inteligência coletiva – Eduardo Nunes

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Ainda é comum ouvirmos perguntas sobre o que é o Twitter.

Nada mais natural, uma vez que os usos para esta ferramenta continuam sendo, pelo próprio uso, inventados e reinventados.

O problema é que, reducionistas incorrigíveis que somos, gostamos de rotular tudo com uma única definição, o que, no caso do Twitter, não apenas é impossível, mas também acaba limitando o seu uso e alcance.

Depois de muito titubear, a grande mídia escolheu o seu rótulo: microblog. Agora, praticamente toda matéria sobre o Twitter o define como microblog, palavra que está longe de dar conta das inúmeras potencialidades do nosso querido pássaro azul.

Os semileigos em internet também acharam a sua própria definição de Twitter: é perda de tempo. Todo mundo que abre o Twitter no trabalho já recebeu dos colegas um olhar de reprovação ou um comentário sarcástico, como se fosse um canal de jogos eróticos e não uma ferramenta de comunicação. Isso se deve, talvez, ao rótulo de “rede social”, que tem uma forte conotação pejorativa por aqui. No Brasil, sempre que alguém fala em “rede social”, a imagem que vem à cabeça é a de uma miguxa de 13 anos postando fotos provocantes no álbum do Orkut.

Outra coisa que se constata ao usar o Twitter é que os próprios tuiteiros ainda não têm uma noção clara a respeito do que se deve fazer lá. É comum ler tweets admoestatórios conclamando a Twittosfera a usar o serviço “adequadamente”.

Assim, aparecem na timeline censuras do tipo:

- “Twitter não é chat!”
- “Vão conversar no MSN, seus malas”
- “Pô, só se fala de futebol e CQC aqui. Vão falar de outra coisa”
- “Parem de falar de O Aprendiz”
- “Tem gente que acha que isso aqui é pra conversar”

O que, então, é o Twitter?

É um microblog

É um microblog, na medida em que você posta o que quiser (em 140 caracteres) e o seu post fica armazenado, disponível na sua página inicial e sujeito a comentários e “trackbacks” dos leitores. Mas o Twitter tem uma enorme vantagem sobre os blogs normais: ninguém precisa acessar a sua página para receber suas postagens. Os tweets são distribuídos, automaticamente, para todos os seus “seguidores”, o que nos leva à segunda definição:

É uma espécie de serviço de RSS

RSS (sigla para Really Simple Syndication), como você bem sabe, é aquele sistema maravilhoso que nos permite assinar vários sites/blogs e receber o conteúdo de todos eles em uma única página. Basicamente, é isso que o Twitter faz: agrega todos os tweets de todas as pessoas que seguimos em uma única timeline. Logo, o Twitter se assemelha a um blog com serviço de RSS embutido. Mas é muito mais que isso.

É um superchat

A conversa é, sim, o ponto alto do Twitter. Conversa-se sobre qualquer coisa. E com qualquer pessoa. Graças ao sistema de linkagem (colocando uma arroba na frente de um nome de usuário, ele se transforma num link), posso conversar com qualquer pessoa da Twittosfera, mesmo que ela não me siga. Assim, o debate não fica restrito a “seguidos” e “seguidores”. Qualquer interagente cadastrado no Twitter pode ser incluído na conversa a qualquer momento e entrar no debate.

Isso é a manifestação daquela propriedade da inteligência coletiva que Pierre Lévy chama de “escuta”. O Twitter possibilita a conversa da inteligência coletiva consigo mesma. Permite que a coletividade torne-se autoconsciente pela escuta de si mesma.

É um espaço para repercussão e disseminação de links

Links para páginas úteis e inúteis são tuitadas e retuidas o tempo todo. É um espaço perfeito para o compartilhamento de informação, diversão, curiosidades. Graças a serviços de compactação de URLs (como o Migre.me ou o TinyURL), é possível acomodar os permalinks longos demais no ínfimo espaço de 140 caracteres, numa boa.

É uma central de relacionamento com o cliente

Empresas inteligentes usam o Twitter de maneira inteligente. Graças às ferramentas de busca da Twittosfera, uma companhia pode monitorar, em tempo real, tudo que é dito a seu respeito, tendo, assim, um mapa de aceitação/rejeição, podendo responder a críticas e elogios quase na hora em que estes são postados.

Isso já é ótimo, mas o alcance empresarial do Twitter vai ainda mais longe. Quer ver um exemplo? No dia em que o STF derrubou a obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, eu, estudante de jornalismo que sou, tuitei algo como “agora, vou largar o curso e fazer Corte e Costura”. Minutos depois, recebi, na minha timeline, a seguinte resposta do Instituto Universal Brasileiro (que sequer está entre os meus followers):

REPLY Instituto universal bras

Como isso aconteceu? O @IUB faz uma busca dos termos relacionados aos cursos que oferece, e envia os links desses cursos a quem possa interessar. Genial, não? No ano passado, o blog PensaRics descreveu uma ação semelhante do Carrefour.

É um fórum global

Quem usa o Twitter regularmente já percebeu que o teor das conversas muda de horário para horário. Na hora da novela, do CQC, do programa O Aprendiz, dos seriados, whatever, aparecem muitos tweets sobre isso. Em dia de jogo de futebol, parece que só se fala disso. O Twitter torna-se, nessas horas, um fórum sobre o que está acontecendo na TV (o tal “encadeamento midiático” de que fala o Alex Primo).

Há, também, temas que fazem o caminho inverso: só aparecem na TV depois de serem debatidos exaustivamente no Twitter. Como escrevi no post sobre o Twitter e a morte de Michael Jackson, a reação instintiva que os tuiteiros têm quando ouvem um boato é correr para o Twitter a fim de “apurar a história”. Foi assim no caso de Jackson, no caso dos rumores sobre a morte de Sílvio Santos etc.

Existe uma ferramenta virtual, chamada Twitterfall, que agrega, em tempo real, todos os tweets (do mundo) sobre o termo que se seleciona no campo de busca. Assim, pode-se saber das novidades (caso haja, é claro) no momento em que elas são postadas, além de se ter um panorama de como determinado assunto está repercutindo no mundo.

Um recurso do próprio Twitter, chamado “Trending Topics”, permite que se saiba quais são os temas mais comentados na Twittosfera.

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Assim, chegamos a uma definição (preliminar, pois novos usos surgem a cada dia) de Twitter:

Twitter = rede social + microblog + RSS + superchat + disseminador de links + SAC virtual + fórum global…
Não necessariamente nessa ordem.

[A imagem dos passarinhos foi gentilmente cedida pelo Smashing Magazine]